Silêncio Reparador


Tenho para mim que uma das melhores coisas da vida é quando conseguimos um tempo, todos os dias, para silenciarmos a mente, a alma.

Não é fácil porque muitos compromissos estão sempre nos chamando e prendendo nossa atenção. Mas quando conseguimos aqueles sagrados minutos diários de silêncio interior, com o tempo parece que o mundo inteiro, por mais agitado que seja, vai ficando mais calmo, mais espaçoso. Parece que o tempo não nos passa tão despercebido, que os momentos são mais bem aproveitados.

Nossa visão se aguça, nossa mente se amplia e nossa serenidade aflora. A agitação fica algo distante…

Mas sim, não é fácil encontrar o tempo, e mesmo as condições. Eu tive que adquirir um “ritual” para conseguir ter minha meia-hora por dia, sem ser interrompida, da prática do silêncio. Chego do trabalho, entro no banheiro, sento numa toalha dobrada e bem felpuda, que já deixo lá para isso, e lá fico meditando e exercitando a respiração levemente – não exercícios de yoga, porque isso é outra história! Aqui entra apenas a prática do silêncio mental, e a respiração para ajudar na concentração. Se eu fico em qualquer outro cômodo da casa, não tenho sossego. Então encontrei essa forma, e minha privacidade e silêncio são sagrados. Depois que saio, estou pronta para a família e todos os afazeres do período noturno.

E também, durante o dia, quando o ambiente de trabalho está silencioso, faço pequenos intervalos de cinco à dez minutos, para “prestar atenção na minha respiração”, que é uma singela técnica de meditação, boa, simples e eficaz.

Enfim, à mim faz muito bem ter mais pequenos momentos, durante o dia, de meditação diária, e aos poucos sinto uma mudança substancial, especialmente no que diz respeito à tranquilidade e clareza mental. É como se a paz fizesse mais parte de nós. Recomendo!

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2 comentários sobre “Silêncio Reparador

  1. Gostei de tudo que li neste momento.Voltarei a buscar ensinamentos que façam bem ao espírito, e que sejam assim; imparciais.

  2. Ano passado fiquei (em processo de cura) por muito tempo em silêncio, sozinha, pintando para uma exposição “O Sagrado Feminino”. Foi um momento restaurador, fundamental e da maior importância que vivi em minha vida. Aconteceu de ficar a semana inteira sem sair na calçada, foi um mergulho. Já gostava do silêncio, hoje necessito do silêncio como quem necessita se alimentar ou beber água. Foi essa a maneira que encontrei de sublimar minha dor. FOI CURATIVO! Hoje, amo o silêncio.

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