Sucesso e Fracasso

Há um tempo atrás estava lendo o lindíssimo livro “Luz do Mundo”, do espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, quando me deparei com essa passagem, que segundo a autora, foi dita por Jesus:

“Meu Pai dispõe de recursos que nos escapam e como é o Autor de tudo e de todos, cumpra cada um irrestritamente com o seu dever, transferindo para Ele, o Senhor de todos nós, os resultados do nosso trabalho”.

Foi impossível não notar nas palavras escritas pela autora cristã, um trecho praticamente idêntico ao Bhagavad Gita, escritura sagrada do Hinduísmo. Nesta jóia da Espiritualidade indiana podemos ver esse trecho, onde Krishna diz a Arjuna:

“Aquele que executa seu dever sem apego, e entrega os resultados ao Deus Supremo, não se afeta pela ação pecaminosa, tal como a pétala da flor de lótus que nunca é tocada pela água”.

São muitas, muitas passagens na Bhagavad Gita que fala sobre executar o dever sem apego, entregando o resultado nas mãos de Deus, de tal forma que essa é, sem dúvidas, a mensagem mais marcante dessa escritura. Segundo Krishna, nessa outra passagem, é a essência da Yoga:

“Você tem o direito de cumprir seu dever prescrito, mas não aos frutos da ação. Nunca se considere a causa dos resultados de suas atitudes, nem jamais se apegue ao não cumprimento de seu dever. Seja firme no yoga, ó Arjuna! Execute seu dever e abandone todo apego por êxito ou fracasso. Semelhante estabilidade mental se chama yoga”.

Já escrevi sobre essa reflexão aqui algumas vezes, porque ela me parece a maior de todas as mensagens de caridade absoluta, existente na nossa História. Foi difícil até para os santos que viveram aqui, seguirem essa recomendação de Krishna, porque trabalhar como uma plena extensão de Deus no mundo é dificílimo, mais ainda quando estamos imersos na matéria. Como cumprir nossos diversos deveres do mundo sem esperar qualquer resultado das nossas ações? Como trabalhar, viver, interagir, amar e construir, sem esperar jamais que tudo isso resulte na satisfação dos nossos desejos? Como renunciar completamente à satisfação dos nossos desejos, mesmo os nobres e puros? Como ter a consciência plena de que, acima de qualquer desejo que possamos ter, está o Desejo Absoluto de Deus?

É muito difícil, porque se cumprimos um dever, se estamos imersos na realização de algo, se estamos nos dedicando, nos empenhando em uma tarefa, naturalmente nós desejamos que ela seja bem sucedida *segundo a forma como conseguimos entender o sucesso de algo*. É muito difícil para nós entendermos que, muitas vezes, o fracasso é o resultado que Deus deseja, porque ele será mais útil para nós ou para o contexto no qual vivemos, que a vitória. É muito difícil para nós abrirmos mão de um resultado sempre satisfatório das nossas ações, afinal, se trabalhamos é para dar certo, não é? Mas como podemos ter certeza que o nosso “dar certo” é o mesmo “dar certo” de Deus? Não podemos saber, porque “Nosso Pai dispõe de recursos que nos escapam”. Só o que podemos fazer é cumprirmos os nossos deveres, entregando sempre à Deus o resultado das nossas ações. Cabe à Ele guiar para o sucesso, e ele *sempre* guia para o sucesso, mesmo quando aos nossos olhos parece um fracasso.

A Ordem e a Harmonia sempre se fazem… Nós é que temos muito caos interior, e não conseguimos ver que Deus, haja o que houver, está no leme do Universo inteiro, fazendo tudo funcionar com perfeição. Não adianta chorarmos pelo aparente fracasso de algo, só adianta sermos firmes e jamais desistirmos do cumprimento dos nossos deveres, não importando se no fim, aparentemente deu tudo errado, tendo sempre a consciência de que, quando cumprimos com nosso dever, estaremos trabalhando para Deus, não para nós.

Muitas vezes nós não podemos saber porque algo pelo qual batalhamos tanto, deu “errado”, mas Ele sempre sabe…

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Frugivorismo por Sri Yuktéswar

Sempre disse aqui que adoro o guru do Yogananda, o Sri Yuktéswar. O livro dele, “A Ciência Sagrada”, é simplesmente maravilhoso, especialmente para pessoas como eu, que são cristãs fervorosas, mas muito simpatizantes da Yoga e do Hinduísmo. Gostar de Yogananda e Sri Yuktéswar é tarefa fácil, já que eles sempre mostraram não só muito interesse e respeito por Jesus, como estudaram de forma profunda, lúcida e coerente, a vida do Cristo, deixando-nos além de estudos notáveis sobre a ligação do Evangelho e da Yoga, a prática moral diária dos conceitos vivenciados por Jesus.

Mas tem uma parte do seu livro que merece toda reverência, porque foi escrito com tal lucidez e coerência espantosas, dignas da alma superior que é. É o texto sobre Frugivorismo (dieta restrita, onde entra-se apenas frutas e verduras, excluindo cereais, ovos, leite e legumes – tudo que vem de origem animal e mais tudo que precisa-se processar de alguma forma – inclusive o cozimento – para que o ser-humano consiga comer), onde podemos até não nos convercermos a nos tornarmos frugívoros, mas podemos terminar com a certeza de que os seres-humanos são frugívoros por natureza, e não onívoros, como aprendemos nos livros de Biologia. E para quem disser que essa alimentação não é apropriada por questões nutricionais, podemos lembrar que Gandhi, um exemplo famoso que tivemos, foi frugívoro por quase toda a vida e desencarnou com 79 anos, assassinado, como todos sabemos, e sempre fazendo jejuns durante a  vida. Não tem como saber ao certo se a vida saudável dele foi por isso (ele jurava que sim em seus livros), mas o fato é que ele e muitos outros são adeptos dessa dieta – e de outros tipos de alimentação natural e vegetariana, embora menos restritas – e têm uma vida longa e saudável, de par com o padrão ocidental, onde morremos muito mais jovens, em decorrência de doenças vasculares – infarto e derrame – causadas pela nossa péssima alimentação, do que de velhice.  E além dele, sua esposa e alguns de seus amigos mais íntimos, também viviam dessa dieta, como ele conta em sua autobiografia. Mas independente do frugivorismo em si, o texto é primoroso!

“O que é a vida natural? Para entender o que é a vida natural, será necessário distinguí- la do que é anti-natural. A vida depende da seleção de (1) alimento, (2) moradia, e (3) companhia. Para ter uma vida natural, os animais inferiores escolhem para si mesmo esses elementos com a ajuda de seus instintos e das sentinelas naturais colocadas nas entradas sensoriais – os órgãos da visão, da audição, tato, olfato e paladar. Entretanto, nos homens em geral estes órgãos estão desde a infância de tal forma pervertidos pela vida anti-natural, que pouca confiança se pode ter em seus julgamentos. Portanto, para compreender quais são nossas necessidades naturais, devemos depender de observação, experiência e razão.

O que é alimento natural para o homem? Primeiro, para escolher o alimento natural, devemos observar a formação dos órgãos que cooperam na digestão e na nutrição, os dentes e o canal digestivo; a tendência natural dos órgãos dos sentidos que guiam os animais para o seu alimento; e a nutrição da prole. Observação dos dentes. Pela observação dos dentes, notamos que nos animais carnívoros os incisivos são pouco desenvolvidos, mas os caninos bastante longos, lisos e pontiagudos, para apanhar a presa. Os molares também são pontudos; estas pontas entretanto, não se unem, mas se ajustam estreitamente lado à lado para separar as fibras musculares.

Nos animais herbívoros os incisivos são notavelmente desenvolvidos, os caninos reduzidos (embora algumas vezes sejam longos, como as presas dos elefantes), os molares são largos na parte superior e revestidos de esmalte só nas faces laterais. Nos frugívoros todos os dentes tem quase a mesma altura; os caninos são pouco projetados, cônicos e rombudos (obviamente não planejados para agarrar a presa, mas para exercer força). Os molares tem coroa larga revestida na parte superior de pregas esmaltadas para evitar o desgaste causado pelo seu movimento lateral, não são pontu- dos, inapropriados para mastigar carne.

Por outro lado, nos animais onívoros, como os ursos, os incisivos se assemelham aos dos herbívoros, os caninos são como os dos carnívoros, e os molares não só são pontudos mas também largos na parte superior, para servir a um duplo propósito. Agora, se observarmos a formação dos dentes no homem, veremos que eles não se parecem com os dentes dos carnívoros, nem com os dos herbívoros ou dos onívoros. Eles se parecem exatamente como os dos animais frugívoros. A dedução razoável portanto, é de que o homem é um frugívoro ou um animal comedor de frutas. Observação do canal digestivo. Pela observação do canal digestivo, verificamos que os intestinos dos animais carnívoros são de três à cinco vezes mais longos que seu corpo, quando medidos da boca ao ânus, e seu estômago é quase esférico. Os intestinos dos herbívoros são vinte e oito vezes mais longos que seu corpo, e seu estômago é mais estendido e de estrutura composta. Porém, os intestinos dos animais frugívoros têm de dez a doze vezes a extensão de seu corpo; seu estômago é um pouco mais largo do que o dos carnívoros e tem um prolongamento no duodeno, que funciona como um segundo estômago.

Não é exatamente a formação que encontramos nos seres humanos, embora a anatomia diga que os intestinos humanos tem de três a cinco vezes a extensão do corpo humano – cometendo-se um equívoco ao se medir o corpo da parte superior da cabeça até a sola dos pés, em vez de partir da boca ao ânus. Assim, podemos novamente inferir que o homem é com toda probabilidade um animal frugívoro. Observação dos órgãos dos sentidos. Pela observação da tendência natural dos órgãos dos sentidos – indicadores que determinam o que é nutritivo – os quais direcionam todos os animais para o seu alimento, verificamos que quando o animal carnívoro encontra a presa, sente tanto prazer que seus olhos começam a brilhar; audaciosamente ataca a vítima e sorve com sofreguidão os jatos de sangue. Ao contrário, os herbívoros recusam até mesmo seu alimento natural, deixando-o intacto, se nele houver o menor vestígio de sangue. Seus sentidos do olfato e visão induzem-os a escolher a grama e outras ervas como alimento, degustando-as com prazer. Similarmente, com animais frugívoros percebemos que seus sentidos sempre os dirigem para os frutos das árvores do campo.

Nos homens de todas as raças verificamos que os seus sentidos de olfato, audição e visão nunca os levam à matança de animais; ao contrário, eles não podem sequer suportar a visão dessas chacinas. É sempre recomendável que os matadouros sejam mantidos bem longe das cidades; os homens com freqüência, expedem rigorosos regulamentos proibindo o transporte de carnes descobertas. Pode-se então considerar a carne um alimento natural do homem, quando seus olhos e seu nariz positivamente a rejeitam, a menos que venha disfarçada com o sabor de temperos, sal e açúcar? Por outro lado, como achamos deliciosa a fragrância das frutas, cuja visão nos deixa muitas vezes com água na boca. Pode-se também notar que vários cereais e raízes tem odor e sabor gradáveis, embora fracos, mesmo quando não estão preparados. Portanto, mais uma vez, somos levados a deduzir por estas observações de que o homem tende à ser um animal frugívoro.

Observação da alimentação das crianças. Observando a alimentação das crianças, vemos que o leite é sem dúvida o alimento do recém-nascido. A mãe não terá leite o bastante se não comer frutas, cereais e vegetais como seu alimento natural. A Causa das doenças. Portanto, a única conclusão razoável à que se pode chegar a partir destas observações é a de que os vários cereais, frutas, raízes, e – como bebida – leite, e água pura exposta ao ar e ao sol, são de modo indiscutível o melhor alimento natural para o homem. Por serem adequados ao nosso sistema, quando ingeridos de acordo com a capacidade dos órgãos digestivos, estes alimentos bem mastigados e misturados com a saliva, serão facilmente assimilados. Outros alimentos não são naturais para o homem, e sendo incompatíveis com o sistema são necessariamente estranhos à ele; quando entram no estômago, não são adequadamente assimilados. Misturados com o sangue, acumulam-se nos órgãos excretórios e em órgãos não adaptados adequadamente à eles. Se não são eliminados, depositam-se nas fendas dos tecidos pela lei da gravidade; e, ao fermentarem, produzem doenças mentais e físicas, levando à uma morte prematura.

O desenvolvimento das crianças. A experiência também prova que a dieta natural, não irritante, do vegetarianismo é quase sem exceções admiravelmente apropriada para o desenvolvimento das crianças, tanto físico como mental. Suas principais faculdades, mentes, discernimentos, vontades, temperamentos e disposição geral serão também harmoniosamente desenvolvidos. A vida natural acalma as Paixões. Verificamos que quando se empregam meios incomuns, tais como jejum excessivo, flagelação ou clausura monástica, com a finalidade de suprimir as paixões sexuais, raras vezes consegue-se o efeito desejado. A experiência mostra entretanto, que o homem pode facilmente dominar estas paixões, o arqüiinimigo da moralidade, pela vida natural baseada numa dieta não irritante, acima referida; deste modo, os homens obtém a tranqüilidade da mente, que os psicólogos sabem ser extremamente favorável à atividade mental, à uma compreensão lúcida, bem como à uma judiciosa maneira de pensar.

Desejo sexual. Algo mais deve ser dito aqui sobre o instinto natural de procriação, que é depois do instinto de auto-conservação, o mais forte no corpo animal. O desejo sexual, como todos os outros desejos, tem um estado normal e outro anormal ou doentio, este último resultante unicamente da matéria estranha acumulada pela vida anti-natural, como já mencionamos. No desejo sexual, cada um tem um termômetro muito preciso para indicar a condição de sua saúde. Este desejo ultrapassa seu estado normal devido à irritação nervosa resultante da pressão da matéria estranha acumulada no sistema, pressão esta exercida sobre o aparelho sexual, manifestada primeiro por um exacerbado desejo sexual, depois por uma gradual redução da potência.

O desejo sexual em seu estado normal deixa o homem completamente livre de todas as perturbações lascivas, e só atua no organismo (despertando um desejo de saciedade) raramente. Aqui, outra vez, a experiência demonstra que este desejo, como todos os outros, é sempre normal em indivíduos que vivem uma vida natural, como já mencionamos. A raiz da árvore da vida. O órgão sexual – junção de importantes extremidades nervosas, particularmente dos nervos simpáticos e espinhais (nervos principais do abdômen), os quais através de sua conexão com o cérebro, são capazes de estimular todo o sistema – é, em certo sentido, a raiz da árvore da vida. O homem bem instruído no uso adequado do sexo pode manter seu corpo e sua mente saudáveis e viver uma vida inteiramente agradável.

Os princípios práticos da saúde sexual não são ensinados porque o povo considera o assunto impuro e obsceno. Assim, em sua cegueira, a humanidade tem a presunção de lançar um véu sobre a Natureza, porque ela lhe parece impura, esquecendo que ela é sempre imaculada e que tudo que existe de impuro e indecoroso está na mente do homem e não na natureza. Por conseguinte, é claro que o homem, ignorando a verdade sobre os perigos do abuso da força sexual, sendo compelido à práticas errôneas através da irritação nervosa resultante de uma vida anti-natural, sofrerá perturbadoras moléstias na vida, tornando-se uma vítima de morte prematura. A moradia do homem. Em segundo lugar, vem a casa onde moramos. Podemos facilmente compreender, quando nos sentimos mal ao entramos numa sala abarrotada depois de respirarmos o ar fresco do alto de uma montanha ou de um vasto campo ou jardim, que a atmosfera da cidade ou de qualquer aglomerado urbano é anti-natural para se morar. A atmosfera revigorante do alto de uma montanha, de um campo, jardim ou de um lugar seco e arborizado situado num espaçoso terreno, bem ventilado com ar fresco, é a moradia apropriada para o homem em harmonia com a natureza.

A companhia que devemos ter. Em terceiro lugar está a companhia que devemos ter. Aqui também, se ouvirmos os ditames de nossa consciência e consultarmos nossa inclinação natural, verificaremos que preferimos as pessoas cujo magnetismo nos afeta harmoniosamente, que acalmam nosso organismo, tonificam internamente nossa vitalidade, desenvolvem nosso amor natural, aliviando nossos sofrimentos, nos transmitindo paz. Isto quer dizer que devemos estar na companhia de Sat ou Salvador, e como já aludimos antes, devemos evitar a companhia de Asat. Na companhia de Sat temos a possibilidade de gozar uma saúde perfeita, física e mental, e nossa vida é prolongada. Se, por outro lado, não seguimos o conselho da Mãe Natureza, nem ouvimos os ditames de nossa consciência pura, mantendo a companhia de tudo que foi designado como A sat, produz-se um efeito oposto, prejudicando a saúde e encurtando a vida. Necessidade de Vida Natural e Pureza. Por conseguinte, a vida natural favorece a prática de Yama, as abstenções ascéticas. Sendo a pureza da mente e do corpo igualmente importante na prática de Niyama, as observâncias ascéticas, devem-se fazer todas as tentativas para atingir essa pureza.”

(Sri Yuktéswar – A Ciência Sagrada)

Passos da Yoga-Sutra

Shiva_yoguiComecei a biografia de Lahiri Mahasaya, escrita por uma alma daquelas nobres, que dedicaram a vida à renúncia pela caridade e abnegação pelo próximo, o Swami Bidyananda Giri. Estou encantada também… Logo nas primeiras páginas adorei a colocação sobre os 8 passos da Yoga de Patanjali. Tenho que destacar:

1 – Yama: Não violência, não roubar, castidade, veracidade e não aceitar presentes (donativos);

2 – Niyama: Pureza, contentamento, autodisciplina, estudo de si mesmo e devoção à Deus e ao Guru;

3 – Asana: Conquista de uma posição cômoda e estável (na qual a coluna vertebral permanece bem reta) para a meditação;

4 – Paranayana: Controle do Prana e consequentemente controle da respiração;

5 – Pratyahara: Afastamento dos sentidos dos objetos externos;

6 – Dharana: Concentração;

7 – Dhyana: Meditação;

8 – Samadhi: Êxtase superconsciente, união.

Achei maravilhoso que, antes de praticar as técnicas da Yoga, propriamente ditas, os yogues têm que se burilar moralmente, têm que praticar a melhora íntima, ou seja, não se alcança o último passo, que é a união com Deus, sem antes estar trabalhando pelo próprio melhoramento íntimo, buscando sempre o bem em si mesmo, se autoconhecendo, estar ligado à Deus e praticando virtudes. Sem isso, não adianta nem passar para os passos em que apenas a técnica está presente. Adorei!